segunda-feira, 6 de julho de 2009
Carta
Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caíssem a teus pés...
Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és... Saudade é o ar que vou sugando e aceitando como fruto de Verão nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também que num dia maior serás trapézio sem rede a pairar sobre o mundo em tudo o que vejo... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel nela te pinto nua, nua numa chama minha e tua.
Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados
Aos quais te vais moldando... E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração
são leis como paredes e tectos cujos vidros vais pisando... Anseio o dia em que acordares
Por cima de todos os teus números raízes quadradas de somas subtraídas sempre com a mesma solução... Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso harmonioso ao teu gesto mimado
E à palma da tua mão... Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos deuses... Mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti... Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado se não te deste a ninguém magoaste alguém a mim... passou-me ao lado.
Toranja
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