quarta-feira, 20 de maio de 2009

Empreendedorismo no Brasil

Empreendedorismo no Brasil

O economista J. B. Say utilizou o termo pela primeira vez no início do século XIX com o objetivo de designar a pessoa que é capaz de transferir recursos de uma área de produtividade baixa para outra de maior rendimento. No século XX, o economista J. Schumpeter utilizou o termo para designar “aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais” (SCHUMPETER, 1949, apud DORNELAS, 2001, p. 37). Posteriormente, k. Knight (1967) e Peter Drucker (1970) introduziram ao termo o conceito de risco. Em 1985, Pinchot introduziu o conceito de intra-empreendedor, ou seja, aquele que empreende dentro de uma organização. Atualmente, a definição mais utilizada para o temo é a de Dornelas (2001, p. 37), “o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados.”

No Brasil o termo se popularizou na década de 90, principalmente pela abertura da economia e a privatização de algumas estatais incentivando a criação de entidades como o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e SOFTEX (Sociedade Brasileira para Exportação de Software) que impulsionaram as atividades empreendedoras no país. Pode-se concluir que o empreendedorismo ganha força no Brasil por conveniência do governo e como forma de sobrevivência de alguns trabalhadores que ficaram desempregados após as privatizações e tiveram que buscar para a geração de emprego e renda do país alternativas inovadoras.

A entrada de produtos importados ajudou a controlar os preços, uma condição importante para o país voltar a crescer, mas trouxe problemas para alguns setores que não conseguiam competir com os importados, como foi o caso dos setores de brinquedos e de confecções, por exemplo. Para ajustar o passo com o resto do mundo, o país precisou mudar. Empresas de todos os tamanhos e setores tiveram que se modernizar para poder competir e voltar a crescer. O governo deu início a uma série de reformas, controlando a inflação e ajustando a economia, em poucos anos o país ganhou estabilidade, planejamento e respeito. A economia voltou a crescer. Só no ano 2000, surgiu um milhão de novos postos de trabalho. Investidores de outros países voltaram a aplicar seu dinheiro no Brasil e as exportações aumentaram. Ano a ano, as micro e pequenas empresas ganham mais espaço e importância na economia. Hoje, de cada 100 empresas brasileiras, 95 são micro ou pequenas empresas. Juntas elas empregam cerca de 40 milhões de trabalhadores, mais da metade de toda mão-de-obra do país. Os números são grandes, mas o espaço para crescimento é ainda maior. O futuro é promissor e cabe, a cada um de nós, fazer dele uma realidade.
As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas:
• Técnicas: envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber, liderar e trabalhar em equipe.
• Gerenciais: incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle).
• Características pessoais: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz.

Os Primeiros Empreendedores Brasileiros

Analisando a história do Brasil, podemos observar que, na descoberta de nosso país o capitalismo no mundo já vinha contando sua história. Os portugueses e os demais colonizadores que por aqui passaram, trouxeram consigo a cultura capitalista , a idéia de mão-de-obra, troca, compra e venda e o acúmulo de capitais (riquezas). Esses colonizadores, independentes de suas origens traziam nas veias a aventura de morar em terras desconhecidas, ou a fé e a vontade de possuírem novas oportunidades.

Avançando um pouco na história e adentrando ao nascimento das primeiras indústrias brasileiras podemos verificar que o perfil do empreendedor nacional da maioria das empresas nasceu de imigrantes ou de filhos de imigrantes: primeiros os italianos e depois os alemães, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.

Daí surgiu à cultura empreendedora, com o brasileiro sendo empregado dos imigrantes. A empregabilidade soava como segurança e isso fez com que as famílias e as escolas não preparassem o nosso “ouro” (o empreendedor brasileiro).

Francisco Matarazzo,foi um conde empresário ítalo-brasileiro,criador do maior complexo industrial da América latina do início do sec xx sendo importante para o cenário econômico do Brasil.

Em 1890 juntamente com os irmãos Giuseppe e Luigi criaram a empresa Matarazzo & Irmãos, sendo dissolvida no ano seguinte,dando lugar a Companhia Matarazzo S.A. Sua estratégia de crescimento segue o lema ‘’uma coisa puxa a outra’’.

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