terça-feira, 19 de maio de 2009

Empreendedorismo

Essa é uma época única, um tempo que entrara na historia de toda a humanidade, pelo fato do mundo perceber a livre iniciativa como fator de crescimento econômico regional e até mesmo global, ou seja, essa é a era do empreendedor.
Atualmente o Brasil ocupa a 10ª posição mundial no ranking dos países mais empreendedores do mundo, de cada 100 brasileiros adultos, nada mais, nada menos que 13,7% estão envolvidos com o empreendedorismo, dados estes do Instituto Empreender Endeavor.
O empreendedorismo surge como fator de aquecimento econômico, que levara a criação e desenvolvimento de toda uma sociedade e até mesmo de uma nação, entretanto para que isso se torne realidade o empreendedor deve receber apoio para a viabilização de seu novo empreendimento, para que assim de inicio ao desenvolvimento.
Para Filion “O Brasil é um país onde existe o maior potencial empreendedor do mundo”, e o autor vai mais longe afirmando que: “empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”.

“O empreendedorismo é um fenômeno cultural, ou seja, empreendedores nascem por influencia do meio em que vivem. Pesquisas mostram que o empreendedor tem sempre um modelo, alguém que os influência. Apesar de a família não ter tradições em negócios.” (Dolabela, 2008)

O empreendedor é o profissional inovador que modifica com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano, criando aquilo que ainda não existe, ou seja, aquela pessoa que sonha e busca transformar seu sonho em realidade. E o empreendedorismo são os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação.

Dornelas nos diz que, na Idade Média, empreendedor era o indivíduo que gerenciava projetos de produção, utilizando os recursos disponíveis. Já no século XVII, o empreendedor correspondia aos profissionais que realizavam acordos contratuais, enxergavam oportunidades de negócios e assumiam riscos. A partir do século XVIII, provavelmente devido ao processo de industrialização do mundo, houve uma diferenciação entre capitalista e empreendedor.
Ainda segundo Dornelas, no final do século XIV e no início do século XX, os empreendedores foram confundidos com os gerentes ou administradores, o que também ocorre nos dias atuais, sendo analisados como aqueles que fazem parte da organização da empresa, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas nas organizações.

“O empreendedorismo significa fazer algo novo, diferente, mudar a situação atual e buscar, de forma incessante, novas oportunidades de negócio, tendo como foco a inovação e a criação de valor.” (Dornelas, 2004)


Segundo o conceito de empreendedorismo desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, o empreendedor é o indivíduo que possui ou busca desenvolver uma atitude de inquietação, ousadia e pró-atividade na relação com o mundo, condicionada por características pessoais, pela cultura e pelo ambiente, que favorece a interferência criativa e realizadora, no meio em busca de ganhos econômicos e sociais.

De acordo com Shumpeter, o empreendedor é o que destrói a economia existente para introduzir novos produtos e serviços, pela inovação das formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais.

“O empreendedor é a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar uma idéia ou projeto pessoal, assumindo riscos e responsabilidades e inovando continuamente”. (Chiavenato, 2005)


Podemos definir o empreendedorismo de varias maneiras, porem a essência é o fazer diferente, empregar recursos de forma criativa, assumir riscos, busca oportunidades e inovar.

Artigo:

ARTIGO: Microempresa e empreendedorismo no Brasil

O empreendedorismo tem-se tornado cada vez mais a língua universal no mundo dos negócios. Advinda das inovações tecnológicas (tecnologia e processos), globalização e principalmente do aumento da competitividade, seus fundamentos e aplicabilidade estão sendo direcionados, principalmente, para as microempresas e empresas de pequeno porte no Brasil, consideradas a “base” da economia brasileira.
Fazendo uma breve apresentação da magnitude deste segmento, segundo dados oficiais (IBGE, RAIS, entre outros), as microempresas e empresas de pequeno porte somam um número expressivo de aproximadamente 99% dos estabelecimentos empresariais existentes no Brasil. Número este questionável, uma vez que a legislação define o porte da empresa de acordo com o seu faturamento e não por números de empregados como são utilizadas em pesquisas diversas. Ainda assim, este dado representa a importância e necessidade de se desenvolver ações voltadas para o desenvolvimento sustentável deste segmento.
Como embasamento da evolução desse recente paradigma de desenvolvimento, a conceituada pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) investigou em 2004 o empreendedorismo em 34 países, constatando que cerca de 73 milhões de pessoas adultas, com idade entre 18 e 64 anos, estavam envolvidas em atividades de negócios no mundo.
De acordo com esta mesma pesquisa, a Taxa de Atividade Empreendedora (TEA) do Brasil registrada no ano de 2004 foi de 13,5%, correspondendo ao sétimo lugar na classificação geral. Em números absolutos, essa taxa significa aproximadamente 10 milhões de empreendedores.
Vale ressaltar ainda, algumas características em torno do estímulo que levam as pessoas à empreender. Em relação à motivação para empreender no Brasil, a pesquisa mostra que em 2004 a motivação "por necessidade" representou 46% da taxa geral de 13,5% (ou seja, 6,2%). Por outro lado, a motivação "empreendedorismo por oportunidade" alcançou 7% em 2004.
Essas estatísticas demonstram a atual estrutura econômica do Brasil em torno da rigidez do mercado de trabalho, ou seja, as ofertas de trabalho insuficientes e seletivas acabam favorecendo á saída do empregado das empresas para a condição de “dono do próprio negócio”, principalmente estimulado pela necessidade e oportunidade.
Entretanto, apesar dessa migração acontecer de maneira progressiva, a adoção de estratégias administrativas de negócios tem se mostrado um dos grandes pontos críticos para o fortalecimento das microempresas e empresas de pequeno porte, especificamente os que estão iniciando sua atividade empresarial, cujas debilidades gerenciais e dificuldades de acesso a mercados são agravados por poucas políticas públicas de incentivo.

Com isso, é necessário que políticas públicas de apoio às microempresas e empresas de pequeno porte estimulem ainda mais o empreendedorismo e a profissionalização, de forma que se crie um ambiente mais favorável e que os empresários possam ter condições de aperfeiçoamento técnico-gerencial. Recomenda-se também, para maximização de resultados, que tais políticas potencializem seu foco em grupos, associações já existentes e encorajem o surgimento de novas atividades coletivas.

Autor: Américo Germano – Economista.

No Brasil, o empreendedorismo começou na década de 1990, durante a abertura da economia. A situação política e econômica do Brasil não era favorável, a entrada de produtos importados ajudou a controlar os preços, uma condição importante para o país voltar a crescer, mas trouxe problemas para alguns setores que não conseguiam competir com os importados, como foi o caso dos setores de brinquedos e de confecções, por exemplo. Para ajustar o passo com o resto do mundo, o País precisou mudar. Empresas de todos os tamanhos e setores tiveram que se modernizar para poder competir e voltar a crescer.
O governo deu início a uma série de reformas, controlando a inflação e ajustando a economia, em poucos anos o País ganhou estabilidade, planejamento e respeito. A economia voltou a crescer. Só no ano 2000, surgiu um milhão de novos postos de trabalho. Investidores de outros países voltaram a aplicar seu dinheiro no Brasil e as exportações aumentaram. Ano a ano, as micro e pequenas empresas ganham mais espaço e importância na economia.
Nesta mesma década, com a criação de entidades, como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas Empresas - SEBRAE e Sociedade Brasileira para Exportação de Software - SOFTEX. Antes da criação destas entidades raramente comentava-se sobre o empreendedorismo e a iniciativa para a criação de pequenas empresas.
Pode-se afirmar que o SEBRAE é um dos principais órgãos do pequeno empresário, e que busca junto a essa entidade o apoio necessário para instituir a sua empresa, e também a consultoria para a solução das principais dificuldades do setor.
O início do empreendedorismo no Brasil nos anos 90 pode ser comparado ao histórico da entidade SOFTEX, implantada com o objetivo de transportar as empresas de software do Brasil ao mercado externo, através de inúmeras ações que resultavam ao empresário de informática melhor capacitação em gestão e tecnologia.

O empreendedorismo tem uma ligação direta com a publicidade, pois para ser um bom empreendedor é imprescindivel algumas características que são encontradas na publicidade como: criatividade, iniciativa, visão, coragem, firmesa, decisão,atitude de respeito humano e capacidade de organização e direção. Em uma campanha publicitária é necessário ter todos esses requisitos para um bom resultado,afinal se trabalha com os investimentos dos clientes e esse investimentos tem que ter retorno da maneira esperada através do conhecimento e domínio de técnicas da profissão do assunto escolhido ou da empresa contratada.
Empreender é investir sem restrições, mas com o um certo cuidado quando se trata de investimento,porque se não houver o mínimo de conhecimento essa experiência pode se tornar um pesadelo sem tempo determinado para acabar,ai esta a importância do domínio das técnicas e do assundo utilizado pelas agências de publicidade e propaganda do Brasil e do mundo.
Um bom exemplo é o livro o Segredo de Luísa, do brasileiro Fernando Dolabela,que se tornou referência quando o assunto é empreendedorismo,usando como pano de fundo a trajétoria de Luísa, uma joven mineira aficcionada com a idéia de abrir uma empresa para vender a delíciosa goiabada que sua tia produz. O autor ensina passo a passo tudo o que é preciso saber para ir do sonho ao mercado, oferecendo a alternativa de se concentrar na história ou se aprofundar nas informações específicas sobre marketing, plano de negócios, finanças, administração e organização empresarial.
Além de apresentar um estudo completo da empresa da Luísa, o livro inclui textes para ajudar o leitor a conhecer seu perfil e descobrir o potencial de seu futuro negócio.
Hoje, de cada 100 empresas brasileiras, 95 são micro ou pequenas empresas. Juntas elas empregam cerca de 40 milhões de trabalhadores, mais da metade de toda mão-de-obra do País. Os números são grandes, mas o espaço para crescimento é ainda maior. O futuro é promissor e cabe, a cada um de nós, fazer dele uma realidade.




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